Review do Windows Phone 7

Pouco mais de 1 mês atrás, no dia 20 de dezembro de 2010, eu peguei o meu Windows Phone 7. Venho acompanhando a história do sistema operacional desde  quando as primeiras informações foram divulgadas e confesso que fiquei empolgado e frustrado no MIX de 2010 por ver tantas informações e novidades legais e não ter ganhado nenhum aparelho, como todos estavam suspeitando na época.

Como o Windows Phone 7 não está disponível no Brasil ainda, tive que procurar uma forma de comprar um no exterior e trazer pra cá. Para complicar ainda mais as coisas, o aparelho que eu queria (LG Optimus 7) não é vendido nos Estados Unidos. Por sorte, tenho um grande amigo que estava morando na França e iria voltar ao Brasil pouco antes do Natal. Fiz algumas pesquisas e encontrei o aparelho que eu queria, desbloqueado, a venda na Amazon França. A parte mais difícil foi fazer a compra no site em francês sem entender uma palavra (3 vivas para os tradutores online).

Pronto, estava tudo certo. Em 1 mês o meu novo celular com WP7 estaria em minhas mãos. Eu só teria que fazer backup dos dados do meu MotoQ e migrar o que fosse possível para o novo aparelho. 2 dias depois de fazer a compra, fui vítma de um sequestro relâmpago e levaram meu celular (é claro que eu não tinha feito o backup ainda né….) junto com um monte de outras coisas. Fui obrigado a comprar outro aparelho para usar nesse meio tempo. Acabei pegando o seu irmão menor, LG Optimus One, com Android 2.2 (saiu super barato graças ao programa de pontos da minha operadora). Devo confessar que fiquei bastante satisfeito com a aquisição, pelo menos até a chegada do novo aparelho.

Agora vamos à parte que interessa, o review do meu LG Optimus 7 com Windows Phone 7.

LG-Optimus-7

O aparelho é muito bonito e passa uma sensação de ser bem sólido quando você o segura. Ele é extremamente bem construído, não tendo nenhuma falha de encaixe ou desajuste de nenhum tipo.

Os botões são fáceis de pressionar, sendo que o único que me desagradou foi o botão de ligar, que também serve para travar e destravar o aparelho, mas explicarei melhor mais adiante. Aliás, por falar em botões, esse é o ÚNICO aparelho com Windows Phone 7 lançado até agora em que os 3 botões frontais (voltar, home e busca) são físicos ao invés de touch. Em alguns dos outros aparelhos o botão “home” também é físico, mas o voltar e busca de todos os outros é touch, facilitando que você acidentalmente os toque enquanto usa uma aplicação ou jogo e acabe saindo da aplicação ou da tela em que estava.

Os aparelhos com Windows Phone 7 lançados até agora se diferenciam bem pouco, pois os fabricantes estão todos seguindo praticamente ao pé da letra as especificações mínimas de hardware impostas pela Microsoft para a plataforma. Os diferenciais desse aparelho são:

  • Os 3 botões físicos para voltar, home e busca, ao invés de botões touch.
  • Memória de 16 GB (a maioria dos aparelhos tem memória de “apenas” 8 GB)
  • Recurso DLNA, que permite executar mídia do aparelho em dispositivos compatíveis, como TVs, home theathers, etc.
  • Tela Gorilla Glass, praticamente impossível de riscar (descobri isso com quanse um mês de uso).

O aparelho encaixa bem na mão e é fácil de manusear com apenas 1 das mãos, mas eu acho que a LG fez algumas escolhas equivocadas no posicionamento de alguns ítens.

  • Os botões de volume ficam do lado esquerdo do aparelho, quando na maioria dos outros telefones ele é do lado direto. Isso por si só não é um problema, mas fez com que houvesse botões em todos os lados do aparelho. Seria melhor se pelo menos um lado do aparelho não tivesse botões para que pudessemos segurá-lo ou apoiá-lo sem que nada fosse pressionado.
  • O plug micro-usb que serve para sincronismo e carregar o aparelho fica do lado direto, onde normalmente ficam os botões de volume e ainda por cima é coberto por uma lingueta que deve ser removida com a unha e virada de lado para conectar o cabo (já que ela fica presa para não se perder). Para mim isso são 2 erros consecutivos: O primeiro foi colocar o plug de carregador/dados na lateral do aparelho e o segundo colocar essa tampinha safada que serve mais para irritar do que para proteger.
  • O botão de ligar o aparelho, que também serve para bloquear e desbloquear, fica na parte superior, do lado direito. Ele é propositalmente pequeno e mais firme ao toque para que não seja pressionado acidentalmente, mas como os lados superior e inferior do aparelho são ligeiramente inclinados para frente, é difícil pressioná-lo com o indicador, o que torna necessário deslisar o telefone um pouco na mão para pressionar com o polegar (correndo o risco de derrubar o aparelho no processo), ou pressionar o botão com a outra mão.

Fora os detalhes acima, todos os botões são muito bem feitos e trabalham sobre uma pressão perfeita: nem duros demais, nem leves demais. Você difícilmente pressionará um deles acidentalmente.

Ele pesa 157 gramas, ou seja, é 30g mais pesado do que o LG Optimus One que eu havia acabado de comprar e 20g mais pesado do que o iPhone 4. Mas para ser justo, devo dizer que sua tela é de 3,8 polegadas, em comparação à de 3,2 do Optimus One e à de 3,5 do iPhone 4.

Ao contrário do que aconteceu com o Android, não tive nenhum problema para digitar no teclado virtual dele, tanto pelo tamanho da tela ser bom para minha mão, quanto pela qualidade e precisão do teclado virtual do WP7. A única reclamação que tenho do teclado é que não é possível digitar alguns caracteres acentuados se o teclado estiver configurado para inglês, então é necessário mudar para espanhol. Por outro lado, o telefone suporta mais de um perfil de teclado simultâneamente, tornando possível que você escolha se quer teclado em inglês ou espanhol enquanto digita. Se você escreve bastante em português vai achar melhor desabilitar o corretor do teclado com sugestão de palavras pois esse idioma ainda não é suportado (mas está previsto para o update do segundo semestre, junto com outras línguas e novas funcionalidades).

O sistema operacional é excelente, mesmo se tratando de uma primeira versão. Nesse tempo de uso eu não sofri nenhum travamento e ele responde extremamente rápido a todos os seus comandos (principalmente nas aplicações nativas, como o email ou navegador de internet). Há algumas coisas que precisam ser melhoradas e algumas funcionalidades que ainda não estão presentes, mas acho melhor deixar isso para um outro post.

Para quem pretende usar um aparelho desses no Brasil, é necessário saber de algumas coisas:

  • Compre um aparelho que esteja sem bloqueio de operadora. A maioria dos aparelhos estão sendo vendidos bloqueados para as operadoras e vinculados à contratos de fidelidade. Os aparelhos desbloqueados são um pouco mais caros e difíceis de encontrar.
  • É necessário um Windows Live ID para acessar o Market Place e sincronizar contatos. O seu Live ID deve estar vinculado à um dos países onde o aparelho já foi lançado. Você pode vincular mais de um Live ID ao aparelho, mas apenas o primeiro será usado para acessar o Market Place ou Xbox Live, no caso dos jogos. Esse Live ID primário só pode ser trocado fazendo um soft reset no aparelho. Se você já tem um gamertag do Xbox vinculado ao seu Live ID, ele será utilizado pelo jogos do aparelho também. Se o seu gamertag for da Xbox Live Brasil, não vai funcionar, e você terá que criar um novo Live ID com endereço americano ou de outro país onde o aparelho já tenha sido lançado para poder usar no aparelho.
  • O WP7 sincroniza a lista de contatos e agenda de todos os Live IDs, contas do Google e Facebook que você cadastrar. Você pode mudar as opções de sincronismo dessas contas, exceto do Live ID principal. Todos os seus contatos terão uma cópia online, que será facilmente baixada para um outro WP7, caso você o vincule ao mesmo Live ID. Isso é ótimo para quando você decidir trocar de aparelho daqui a algum tempo.
  • Para desbloquear o aparelho para desenvolvimento, é necessário que o regional settings do computador, do telefone e da sua Live ID estejam iguais. O desbloqueio é feito usando um aplicativo que vem junto com o SDK de desenvolvimento. Para poder desbloquear, é necessário também que você tenha se cadastrado como desenvolvedor e pago a taxa de US$ 99,00 + impostos (que vale por 1 ano). Esse cadastro ficará vinculado ao seu Live ID (pode ser um live ID brasileiro), que é o que deve ser utilizado para desboquear o aparelho. Cada cadastro desses dá direito a desbloquear 3 aparelhos. Se for uma empresa e precisar desbloquear mais aparelhos, deve entrar em contato com a Microsoft.

Por enquanto é só. Em breve publicarei mais informações sobre o sitema operacional e sobre a plataforma de desenvolvimento.

Segurança não e paranóia

Quem me segue no Twitter já deve estar sabendo que na última quarta-feira (24/11/2010) eu fui vítma de um sequestro relâmpago. Fui abordado à 3 quadras da esquina da Av. Jorge João Saad com a Av. Francisco Morato (muito cuidado se você mora ou trabalha na região). Fiquei como refém dos bandidos por quase 3h enquanto tentavam sacar e fazer compras com meus cartões de crédito e débito. Fora os gastos que fizeram nos meus cartões, levaram também o som do meu carro, meu celular e minha mochila que além do laptop tinha todos os meus carregadores, e-book reader, cabos de dados, headset, pen-drives e HDs externos. É sobre essa última perda que quero falar.

Graças a Deus não me machucaram. Os cartões têm seguro, vou recuperar o dinheiro perdido. O carro foi encontrado inteiro pela polícia na manhã seguinte (só levaram o som). Deixaram no carro todos meus documentos que estavam na carteira. Mas meu computador e, mais importante, os dados que estavam “espalhados” pela mochila (HDs, laptop e pen-drives e celular) eu não vou recuperar.

Os equipamentos em si serão repostos com o tempo (começei pelo celular). Mas os dados não. Como muitos de vocês, eu também não tinha o hábito de realizar backups com frequência e também não deixava meus dados criptografados pois achava que isso era exagero. Pois querem saber de uma coisa? Não é exagero!

Depois de todos os transtornos (BO, cancelamento de cartões, trocas de senhas…) o que mais me afetou nesse caso todo foi que:

  1. Não recuperarei MUITOS dos dados que estavam naquela mochila, pois não tinham backup. Perdi fotos, músicas, vídeos, entrevistas gravadas para o xamlcast, projetos, documentos, exemplos de código, capítulos do livro que estou escrevendo…
  2. Me sinto vulnerável pois os bandidos estão com acesso fácil à esses dados. Sei que provavelmente nada disso tem valor para eles e é pouco provável que façam algo, mas a sensação de vulnerabilidade não diminue por causa disso.

Aprendi a lição da forma mais cruel (e mais eficaz) possível. Estou escrevendo esse post para que vocês não precisem passar por isso para tomar providências e se previnir.

O que aprendi com tudo isso?

Backup

Normalmente não fazemos backups ou não fazemos com frequencia pois “dá trabalho”. Pois bem, chega de ser preguiçoso. Estou sem dados agora por causa dessa preguiça e chegou a hora de levar isso a sério e resolver esse problema. Há muitas soluções de backup parcial ou totalmente automatizadas que invalidam essa desculpa então, mãos à obra.

Após estudar algumas opções de backup, eu decidi que vou usar um Windows Home Server para a tarefa. Escolhi essa opção pois não terei que me preocupar com nada além de espaço de armazenamento depois que estiver configurado. Todos os computadores que eu comprar de agora em diante terão um plano de backup no Home Server e a vantagem é que para que o backup ocorra, basta que as 2 máquinas estejam na mesma rede. Além disso, tenho uma vantagem extra já que o Home Server também pode ser utilizado como central de mídia da casa, permitindo que eu assista a vídeos, ouça música ou veja minhas fotos de qualquer computador da rede ou até mesmo na minha TV, por meio do Xbox.

Scott Hanselman fez alguns posts sobre o Windows Home Server que podem servir como um bom ponto de partida:

Criptografia

Sim, a partir de agora vou criptografar todos os meus computadores, pen-drives e HDs externos. Se acontecer algo no futuro (espero nunca mais passar por algo assim novamente, mas nunca se sabe), ficarei tranquilo pois ninguém além de mim será capaz de acessar meus dados e eu poderei recuperar tudo dos meus backups (feitos no Home Server). Esse tipo de tranquilidade não tem preço.

Após pesquisar um pouco, vi que há 2 opções interessantes de criptografia: o Bitlocker do Windows e o aplicativo opensource TrueCrypt. Decidi que vou usar o True Crypt pois tem uma criptografia mais alta, é extremamente seguro, open source, além do fato de o Bitlocker estar disponível apenas com a versão ultimate do Windows 7.

O TrueCrypt é tão seguro que mesmo após 18 meses de tentativas, nem o FBI nem a CIA conseguiram burlar sua segurança para ajudar nossa Polícia Federal a ter acesso aos dados do banqueiro Daniel Dantas, acusado de crimes financeiros.

Outra coisa interessante do TrueCrypt é que ele suporta encriptação em hardware, se a sua CPU tiver suporte (processadores i5 e i7 têm), o que ajuda a diminuir qualquer possível perda de performance que possa ocorrer.

Ande leve

Perdi tudo pois estava tudo na minha mochila. É aquela velha mania de “talvez eu precise”. Pois acontece que quase nunca precisava de tudo aquilo. Minha mochila devia estar pesando uns 4Kg e eu posso dizer com segurança que 90% das vezes que precisei de algo dela no trabalho ou em qualquer outro lugar, foi para fazer algo que poderia esperar até eu chegar em casa ou que poderia ser feito de outra forma.

Não vou mais carregar meu laptop para todo lugar (depois que comprar comprar um novo). Não vou mais deixar meus backups e originais juntos. Não vou mais carregar todos os meus gadgets se não for precisar deles.

Próximos passos

Agora quero ver esquemas de segurança para o celular. Eu tinha um MotoQ 11 com Windows Mobile 6.1. Estava com o serviço MyPhone da Microsoft que faz backups diários dos dados e memória do telefone, mas não fazia backup dos dados do cartão de memória (onde estavam alguns ítens que eu realmente não queria ter perdido). Como não levaram o meu chip, o esquema de localização, bloqueio e formatação remota do MyPhone não me foram úteis, mas o serviço me ajudou bastante mesmo assim.

Como substituto provisório, estou com um LG Optimus One rodando Android 2.2. Ficarei utilizando esse aparelho até o meu Windows Phone 7 chegar, pouco antes do Natal (se tudo correr bem). Estou pesquisando quais são minhas opções tanto de criptografia quanto de backup para ambos os aparelhos. Aceitos sugestões.

Outra coisa que me interessa é algum tipo de serviço que faça backup de dados remotamente ou na nuvem, de forma segura. Quero ter a maior cobertura possível do ponto de vista de segurança, daqui pra frente.

Resumo

Não brinquem com segurança. Não deixem pra depois. Façam seus backups hoje e, se possível, criptografem os dados, pelo menos os mais sensíveis também. Tomem cuidado. Fico triste e as vezes até desconsolado quando lembro de algumas coisas que perdi (principalmente dados) que não recuperarei. Não passem pelo que estou passando.

Quero também aproveitar para agradecer a todos que me apoiaram e me enviaram palavras de consolo nesses últimos dias. Vocês não fazem idéia de como isso ajuda.

Fui nomeado MVP de Silverlight

MVPLogo

É com grande alegria que anucio aqui que hoje fui nomeado MVP de Silverlight!

Para quem não sabe, MVP (Most Valuable Professional) é um premio que a Microsoft dá em reconhecimento a profissionais que se destacam de alguma forma na comunidade. Isso não é uma certificação. É um premio concedido pela Microsoft sob indicação e com “validade” de um ano. A cada ano as contribuições são avalidadas novamente e o título pode ou não ser renovado.

Fico realmente muito feliz de fazer parte dessa comunidade e mais ainda por ser o primeiro MVP de Silverlight do Brasil.

Ainda não sei que portas isse título vai abrir para mim mas podem ter certeza de que continuarei participando ativamente da comunidade e contribuindo cada vez mais na divulgação dessa plataforma que tanto adoro.

Não vou citar nomes para não correr o risco de deixar ninguém de fora, mas gostaria de agradecer a todos participaram de alguma forma direta ou indireta na minha indicação, assim como todos que sempre me apoiaram e que me deram os parabéns hoje por email, telefone e Twitter.

Se você ficou interessado ou curioso sobre o programa de MVPs, leia este ótimo post do Rodolfo Roim (líder dos MPVs no Brasil).

http://mvpbrasil.wordpress.com/2010/07/19/o-programa-mvp-o-que-e-como-faco-parte/ 

Mais uma vez, OBRIGADO!

Tirando dúvidas em fóruns

Há muito tempo venho acompanhando o fórum de Silverlight do MSDN Brasil, tirando dúvidas e ajudando outros desenvolvedores com problemas. Por ser bastante ativo nesse fórum acabei sendo nomeado como um de seus moderadores, o que me dá acesso para fazer algumas coisas como mover questões, editar e bloquear posts de outras pessoas, marcar perguntas como respondidas, etc…

Após um tempo a gente começa a notar certos padrões, e um que fica bem evidente para quem acompanha fóruns é que a grande maioria das pessoas não sabe usá-los corretamente. Fóruns são uma base de conhecimento com dúvidas e respostas para ser consultada e utilizada em caso de necessidade. Veja como um fórum é normalmente usado:

  • Usuário encontra um problema ou tem uma dúvida
  • Acha o site de fóruns do MSDN (ou qualquer outro)
  • Acha a tela de postar dúvida, preenche a descrição, preenche o título e envia
  • Aguarda uma resposta e depois não volta mais

O que há de errado nesse comportamento? Esse usuário não tirou proveito da ferramenta em vários pontos chave e usou o fórum como se fosse um sistema de suporte.

  1. Esse usuário não pesquisou para ver se a dúvida/problema dele já estava no fórum. Talvez alguém já houvesse passado por isso e ele já conseguisse a resposta na hora.
  2. Ao postar a dúvida ele começou preenchendo a descrição do problema e deixou o título para depois (talvez nem tenha percebido o campo e tenha preenchido só quando a validação da tela informou que era obrigatório). O problema disso é que o título acaba sendo preenchido com qualquer coisa, o que não ajuda para que a dúvida seja encontrada e respondida logo. Há também casos que são ao contrário onde a pessoa faz uma pergunta bem genérica no título e não detalha o cenário na descrição. Não podemos também esquecer dos casos em que a pessoa submete a dúvida no tópico/categoria errada do fórum.
  3. Após ter sua pergunta respondida o usuário muitas vezes simplesmente utiliza a resposta e não atualiza o fórum informando que aquela é a resposta. Na maioria dos casos o usuário só voltará ao fórum se a resposta não resolver o problema dele.

Esse tipo de comportamento é ruim para os fóruns pois acaba gerando informações redundantes, retrabalho e inconsistência nas respostas. Eis como o fórum deve ser usado:

  • Usuário encontra um problema ou tem uma dúvida
  • Acha o site do fórum (MSDN/Stack Overflow ou qualquer outro)
  • Verifica se há uma busca geral e faz uma busca com as palavras chave sobre a questão que tem
  • Se encontrar uma pergunta igual ou semelhante, verifica se ela está respondida e resolve o problema. Se estiver e resolver, vote na resposta para indicar que foi útil. Se não estiver respondida ou não resolver seu problema, poste um comentário ou pelo menos assine a pergunta para poder receber uma alerta por email quando houver atualização.
  • Se a sua dúvida não estiver no fórum ainda, ache a sessão do fórum referente ao assunto da dúvida. Ex.: Se a dúvida de sobre como filtrar uma query no banco de dados, você não deve postar no fórum de Silverlight só porque sua aplicação é feita em Silverlight. Você deve postar sua dúvida no fórum de SQL nesse caso.
  • Coloque a questão central do seu problema no título, da forma mais clara e concisa possível. Quem estiver lendo tem que ser capaz de identificar pelo menos o escopo da pergunta lendo apenas o título. Um título bem feito ajuda para que outras pessoas possam tirar proveito no futuro da solução ao seu problema e também faz com que se obtenha uma resposta mais rápido pois uma pessoa pode simplesmente bater o olho no título e falar “ei, eu sei responder isso”, ao invés de ter que abrir a pergunta e ler a descrição para saber do que se trata. Exemplos de títulos ruims: “Dúvida?”, “Problema com relatório”, “Acesso ao banco”, “Silverlight”, etc…
  • Preencha a descrição da pergunta com mais detalhes sobre o seu cenários. O que você está tentando fazer? Que tecnologias está usando? O que sua aplicação faz? etc. Quanto mais informações você puder passar, mais chances têm de ter uma resposta precisa e rápida. Coloque o que faz sentido no seu caso e que seja útil para quem for tentar responder.
  • Se alguém responder sua questão fazendo mais perguntas ou pedindo mais detalhes, responda assim que puder.
  • Se alguém der uma solução que funcione, marque como resposta para que outros possam tirar proveito.
  • Se ninguém responder e você conseguir resolver o problema, responda você mesmo à questão e marque sua resposta como resposta da questão. Outros usuários vão agradecer.

Quase todas as questões nesses fóruns são respondidas por pessoas como eu e você, não por funcionários da Microsoft (ou da empresa relacionada à tecnologia/fórum em questão). Estamos fazendo isso em nosso tempo livre para ajudar a evoluir nossa comunidade de desenvolvedores e as tecnologias que usamos. Lembre-se disso ao usar os fóruns.

Seguem mais algumas dicas que também podem ser seguidas:

  • Seja educado ao fazer sua pergunta.
  • Seja educado com quem está tentando te ajudar. Lembre que, normalmente, ele não é pago para isso e realmente só quer ajudar.
  • Não use o tópico de uma pergunta para discutir uma técnologia. Abra um novo tópico de discussão
  • Evite fazer mais de uma pergunta em um único tópico
  • Não faça propagandas em fóruns, a não ser que o produto em questão resolva a dúvida de alguem.
  • Se tiver um tempo, contribua com o fórum tentando responder dúvidas de outros usuários.

A comunidade agradece.

Tags: Dicas

Discussão Silverlight x HTML5 gravada ao vivo no Community Zone

Nos dias 16 e 17 a Microsoft reuniu alguns MVPs e influenciadores da comunidade em um rancho no interior de São Paulo com atividades de integração e de direcionamento. Esta reunião se chama Community Zone. Para alguns é um momento de lazer com os amigos da “internet”, mas para muitos é uma grande oportunidade de trocar informações e discutir determinados assuntos.

Foi isto que aconteceu na madrugada do Community Zone. Mais de 30 pessoas estavam presente para discutir Silverlight 4 x XHTML5? Assunto quente e polêmico que você confere neste mega podcast, com participações de Kelps, Giovanni Bassi, Rodrigo Kono, Victor Cavalcante, Igor Abade, Mauricio Alegretti, Gustavo Malheiros, Márcio Sete e vários outros. (ps.:não temos os nomes de todos, se você estava presente comente este post).

Html5 versus Silverlight no Community Zone

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PS.: Não consegui colocar um player de audio no post por causa de problemas com o Blogger. Estou procurando uma solução para isso.